O Banco Central do Brasil (BC) anunciou que ainda existem R$ 10,27 bilhões em “recursos esquecidos” nas instituições financeiras, afetando aproximadamente 49,6 milhões de pessoas físicas e 5,02 milhões de empresas. Até o momento, o BC já retornou R$ 13,35 bilhões a cidadãos que haviam deixado valores não reclamados.
O sistema do Banco Central possibilita que tanto pessoas físicas, inclusive falecidos, quanto empresas consultem se têm valores a receber de bancos, consórcios ou outras instituições. Embora o prazo oficial para a solicitação de resgate tenha sido estipulado para 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há um prazo definitivo para que os clientes possam reivindicar seus valores.
Os interessados devem acessar o site oficial do BC, onde podem verificar se têm dinheiro a receber e aprender como solicitar a devolução. Para as devoluções, é necessário fornecer uma chave PIX, sendo este o único método de liberação de valores via sistema. Caso o cidadão não possua uma chave cadastrada, é necessário entrar em contato com a instituição financeira para definir a forma de recebimento. Para herdeiros de pessoas falecidas, é imprescindível ser o representante legal e preencher um termo de responsabilidade.
Desde maio do ano passado, o Banco Central introduziu o recurso de solicitação automática, permitindo que cidadãos habilitem um serviço que evita a necessidade de consultas periódicas. Para ativar essa funcionalidade, é necessário ter uma conta gov.br de nível prata ou ouro e uma chave PIX vinculada ao CPF. O acesso ao sistema é feito com CPF e senha, seguido por uma verificação de segurança em duas etapas. É fundamental que os cidadãos estejam atentos a tentativas de golpes, pois o governo não solicita dados pessoais por telefone ou mensagem. Assim, os brasileiros devem garantir que seus dados estejam protegidos enquanto buscam recuperar valores esquecidos.
Fonte: G1












