Após meses de conflitos com a Prefeitura de São Paulo, a 99 decidiu encerrar suas operações de mototáxi na capital paulista. Conhecida pelo seu serviço de transporte de passageiros por motocicleta, a empresa agora se concentrará em suas atividades de entrega e alimentação, através do 99 Entrega e 99 Food. A confirmação do fim do serviço foi divulgada na quarta-feira, 1º, pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que ressaltou a intenção de dialogar com a administração municipal. O presidente da 99, Simeng Wang, expressou abertura para um trabalho conjunto que beneficie a população. A disputa entre a prefeitura e as plataformas de transporte por aplicativo se intensificou, com a gestão municipal alegando aumentos nos acidentes e nos custos para o sistema público de saúde como justificativas para a proibição do mototáxi. Para dificultar a atuação de empresas como a 99, a prefeitura sancionou uma lei com exigências mais rigorosas. O prefeito Nunes elogiou a decisão da empresa e reiterou que a segurança no trânsito é a prioridade. A 99, por sua vez, apresentou novas propostas, como a criação de pontos de apoio para motociclistas, além de sugerir a elaboração de um mapa de risco de acidentes, visando melhorar a segurança nas ruas. A administração municipal irá avaliar essas sugestões, mas enfatizou que a redução de acidentes de trânsito continua sendo a principal preocupação. Enquanto isso, a disputa judicial sobre as legislações municipais e as restrições ao transporte individual por moto segue em andamento, com intervenções do ministro Alexandre de Moraes do STF. A medida atendeu a solicitações de entidades que argumentaram que as normas dificultavam a atividade de transporte por moto, levantando questões sobre a competência da União em legislar sobre o transporte. Essa situação reflete um cenário complexo e desafiador para o setor de transporte na capital paulista.
Fonte: Oeste












