A Coreia do Sul está se preparando para lidar com a ameaça de greve na Samsung Electronics, a maior empregadora do país, que pode envolver mais de 45 mil trabalhadores. O primeiro-ministro, Kim Min-seok, afirmou que o governo está disposto a utilizar todos os recursos disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar a paralisação e minimizar os impactos econômicos que poderiam surgir. A Samsung, que representa cerca de um quarto das exportações sul-coreanas, está em negociações salariais com o sindicato, mediadas pelo governo, que recomeçarão nesta terça-feira (19). O impacto de uma greve pode ser devastador: o primeiro-ministro alertou que apenas um dia de paralisação nas fábricas de semicondutores da Samsung poderia resultar em perdas diretas de até 1 trilhão de won, equivalente a aproximadamente R$ 3,4 bilhões. Além disso, uma interrupção temporária pode acarretar meses de inatividade e prejuízos que podem atingir até 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões). As negociações anteriores falharam, com o sindicato exigindo mudanças significativas nos bônus e na participação nos lucros, enquanto a empresa se mostrou relutante em atender a essas demandas. Para pressionar os trabalhadores, a Samsung obteve uma liminar judicial que permite a imposição de penalidades em caso de descumprimento das ordens de trabalho, mas os representantes dos trabalhadores afirmam que isso não impediria a greve se as negociações não avançarem. A situação gera preocupação nas autoridades, que veem um risco significativo para o crescimento econômico do país e a estabilidade das cadeias de suprimentos globais.
Fonte: G1



