As investigações sobre possíveis fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master estão se intensificando, com a abertura de sete inquéritos pela Polícia Federal em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá. O Ministério Público Federal também está conduzindo apurações em pelo menos seis estados, o que indica a possibilidade de novas ações conforme surgem indícios de irregularidades relacionadas a aportes feitos por fundos de previdência estaduais e municipais. Uma das operações mais recentes, denominada Zona Cinzenta, foi desencadeada após a Amapá Previdência ter aplicado R$ 400 milhões em títulos do Banco Master. No Rio de Janeiro, a Operação Barco de Papel investiga um investimento de quase R$ 1 bilhão feito pela Rioprevidência. As principais investigações estão sendo analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que está avaliando denúncias de emissão de títulos sem lastro e repasses irregulares ao Banco de Brasília. Os inquéritos do STF, que começaram em São Paulo e no Distrito Federal, podem ser parcialmente devolvidos a essas instâncias, dependendo da decisão do ministro Dias Toffoli. Outro inquérito investiga a suposta contratação de influenciadores digitais para difamar autoridades durante a liquidação do Banco Master. O Ministério Público também está averiguando aportes de regimes próprios de previdência social em diversas localidades, abrangendo 18 entidades que investiram recursos no banco sob a gestão de Daniel Vorcaro. O caso pode ainda chegar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que Vorcaro mencionou em depoimento o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Nelson Tanure, um dos envolvidos, afirmou que suas relações com o banco foram estritamente comerciais, enquanto a defesa de Vorcaro negou qualquer envolvimento em atos de difamação ou na gestão do banco.
Fonte: Oeste












