O presidente Donald Trump determinou o deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford do Mar do Caribe para o Oriente Médio. Essa movimentação ocorre em um momento em que o governo dos Estados Unidos considera a possibilidade de uma ação militar contra o Irã. Com a chegada do USS Ford, os Estados Unidos manterão dois porta-aviões e suas respectivas frotas de apoio na região, já que o USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros lançadores de mísseis estão operando na área há mais de duas semanas, conforme informado pela emissora Fox News.
O USS Ford iniciou sua missão em junho de 2025 e estava no Mar do Caribe desde o último outono. Naquela época, a administração Trump havia estabelecido uma presença militar significativa na costa da Venezuela, visando apoiar a operação de captura de Nicolás Maduro. Agora, a redistribuição das forças navais indica uma mudança de prioridade estratégica, focando em conter as ameaças do Irã e garantir a segurança dos aliados no Golfo.
Além disso, Trump advertiu o governo iraniano sobre as consequências de um eventual fracasso nas negociações do programa nuclear, afirmando que a falta de um acordo teria repercussões severas para o Irã. O presidente conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para reafirmar a continuidade das negociações, enquanto Netanyahu pressiona para que qualquer acordo exija a redução do programa de mísseis balísticos do Irã.
A presença simultânea do USS Gerald R. Ford e do USS Abraham Lincoln proporciona aos Estados Unidos uma capacidade sem precedentes de ataque e vigilância na região nos últimos anos. Cada porta-aviões lidera um grupo de batalha composto por navios de escolta e sistemas avançados de defesa aérea. A estratégia de Trump procura desestimular provocações militares, mantendo canais diplomáticos abertos, sob a condição de que o Irã atenda de imediato às exigências de Washington.
Fonte: Oeste











