A falta de assinaturas dos acionistas nas atas das assembleias da Maridt Participações levanta preocupações sobre possíveis descumprimentos da Lei das Sociedades Anônimas (Lei das S.A.). O registro do documento, que foi tornado público sem a assinatura do ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e um dos sócios da empresa, contraria normas específicas que regulamentam as operações deste tipo de companhia. De acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, até a data de hoje, a composição societária da Maridt era atribuída apenas a José Eugênio Toffoli e José Carlos Toffoli, irmãos do magistrado. Contudo, a revelação de que Toffoli também faz parte do quadro de sócios da empresa levanta sérias dúvidas sobre suas intenções e a transparência das operações da companhia. A legislação exige que a ausência de assinaturas em atas seja restrita a companhias abertas e, no caso da Maridt, a falta de convocação formal obriga os acionistas a comparecerem e assinarem o documento na Junta Comercial. A assinatura dos acionistas é fundamental para garantir a transparência nas decisões, verificar a existência de quórum e identificar eventuais impedimentos de voto. Além disso, investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República sobre o caso do Banco Master estão se aprofundando nas atividades da Maridt Participações. A empresa, que teve participação significativa no Tayayá Resort, está formalmente registrada em nome dos irmãos de Toffoli e teve entre seus sócios o pastor Fabiano Zettel, cunhado de um ex-dono do Banco Master, que enfrenta acusações de fraude. A apuração busca esclarecer a natureza das operações da Maridt, que firmou contratos de consultoria com escritórios de advocacia, e analisar os pagamentos recorrentes realizados pela empresa, cuja destinação é objeto de investigação.
Fonte: Oeste










