Em um momento em que Ahmad e Mohammed deveriam estar na sala de aula, os dois irmãos gêmeos de 10 anos estão parados em casa, na cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia. Eles fazem parte de uma geração que foi abruptamente deixada à deriva devido a uma crise fiscal que resultou na redução do ensino público de cinco dias por semana para apenas três, em todo o território palestino ocupado por Israel. A profunda crise orçamentária da Autoridade Palestina, com sede em Ramallah, está impactando cada camada da sociedade na Cisjordânia. As consequências desses cortes se estendem a diversas áreas, mas a educação é uma das mais afetadas. A falta de recursos financeiros não só limita o acesso à educação, mas também compromete a qualidade do ensino que as crianças recebem. Com a redução dos dias letivos, os alunos enfrentam a perda de oportunidades fundamentais para seu desenvolvimento e aprendizado. Além disso, essa situação gera um sentimento de incerteza e desamparo entre as famílias, que veem seus filhos sem as ferramentas necessárias para um futuro promissor. A crise orçamentária se torna, assim, um reflexo das dificuldades enfrentadas pela população local, que luta por melhores condições de vida e acesso a serviços essenciais, como a educação.
Fonte: Al‑Monitor











