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Hospital de Nova York encerra atendimento a jovens trans devido a pressões federais

O Hospital NYU Langone Health, um dos principais centros de saúde em Manhattan, Nova York, anunciou a suspensão de seu programa de atendimento a jovens transgêneros. Essa decisão é uma resposta direta a pressões federais que impactam instituições de saúde em todo o país. O fechamento do programa foi atribuído a mudanças regulatórias e à saída do diretor médico responsável. Em um comunicado, o hospital destacou o “ambiente regulatório atual” como um fator significativo para esta decisão.

Em dezembro, o governo do então presidente Donald Trump introduziu propostas de regulamentação que ameaçavam cortar verbas federais para hospitais que oferecessem tratamentos, como bloqueadores de puberdade e cirurgias, a adolescentes trans. Essa pressão foi parte de uma agenda mais ampla da administração republicana, que buscava restringir esses serviços em todo o território nacional.

Com essa nova decisão, menores de idade deixarão de ter acesso a tratamentos hormonais e outros cuidados médicos relacionados à transição de gênero no NYU Langone. O hospital, porém, garantiu que continuará oferecendo suporte em saúde mental pediátrica e auxiliará os pacientes durante o processo de adaptação a essa mudança.

A ação do hospital gerou reações políticas, com o democrata Brad Hoylman-Sigal, presidente do distrito de Manhattan, expressando preocupação com as consequências que isso pode ter para os jovens que necessitam desses serviços. Desde o ano passado, após uma ordem executiva de Trump, o hospital já havia interrompido novas admissões e suspendido consultas iniciais para bloqueadores hormonais. Além do NYU Langone, outros hospitais e clínicas nos Estados Unidos também estão reduzindo ou suspendendo serviços similares, refletindo um impacto nacional desses esforços federais.

O impacto dessa pressão não se limita ao NYU Langone, uma vez que outros centros, como o Mount Sinai Health System, que oferece serviços de medicina de gênero, não se pronunciou oficialmente sobre a continuidade dos seus programas, aumentando a incerteza sobre o futuro dos cuidados de saúde para jovens transgêneros nos Estados Unidos.

Fonte: Oeste

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