A recente liquidação da fintech Will Bank, que era uma subsidiária do também liquidado Banco Master, reacendeu um debate sobre as responsabilidades financeiras no sistema de pagamentos. A bandeira Mastercard, parceira do Will Bank, comunicou às empresas de maquininhas, conhecidas como credenciadoras ou adquirentes, que não assumirá sozinha os custos decorrentes da falência. Essa situação levanta questões sobre quem deve arcar com os riscos quando uma instituição financeira entra em dificuldades. O rombo estimado pela liquidação do Will Bank é de R$ 5,1 bilhões em valores a receber de transações de pagamentos, segundo dados do Banco Central. As credenciadoras argumentam que, de acordo com as regulamentações do Banco Central, os riscos financeiros devem ser suportados pelas bandeiras, já que elas mantêm o contrato com o emissor do cartão e têm acesso direto às informações sobre as parcerias. Enquanto isso, as empresas de maquininhas não têm a opção de não trabalhar com um emissor específico, o que as coloca em uma posição vulnerável. A Mastercard, em resposta à situação, afirmou que está cumprindo todas as suas obrigações legais e continua a trabalhar com o liquidante e regulador para minimizar os impactos no setor de pagamentos. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) também está acompanhando de perto a situação, buscando garantir a segurança e a continuidade dos fluxos financeiros. Executivos do setor acreditam que a defesa das maquininhas é respaldada por regulamentações existentes, que devem ser respeitadas para assegurar a integridade do mercado financeiro. A disputa entre as bandeiras e as empresas de maquininhas destaca a complexidade do sistema de pagamentos e a necessidade de uma regulamentação clara que proteja todos os envolvidos.
Fonte: Oeste








