Manuel Adorni, chefe de gabinete do governo de Javier Milei, fez críticas contundentes à greve geral que paralisou a Argentina, classificando-a de “abusiva”. Durante uma entrevista ao canal La Casa Streaming, Adorni enfatizou que greves desse tipo prejudicam a democracia e a liberdade, além de contribuir para a rejeição popular aos sindicatos, que, segundo ele, possuem uma imagem negativa de 80% por complicarem a vida do trabalhador. A greve foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e ocorreu em um momento crucial, quando a Câmara dos Deputados começava a debater uma reforma trabalhista proposta pelo governo. Adorni ressaltou que a adesão ao movimento grevista é frequentemente forçada, uma vez que a interrupção do transporte impede os trabalhadores de chegarem a seus empregos. Ele argumentou que a imposição dos sindicatos é injustificável e dificulta a rotina de quem depende do transporte para trabalhar. Comparando a situação atual à do governo anterior de Alberto Fernández, Adorni questionou as motivações dos sindicalistas, mencionando que, apesar da inflação de 200% e do aumento da pobreza, não houve paralisações semelhantes no passado. Ele acusou a CGT de impedir que os trabalhadores exerçam seu direito ao trabalho e lamentou o impacto econômico da greve, estimado em cerca de US$ 600 milhões. Adorni também destacou os prejuízos sociais, afetando pessoas com compromissos médicos e acadêmicos, e concluiu que a greve é incompreensível, sugerindo que parte da sociedade não está acostumada com a verdadeira democracia.
Fonte: Oeste











