O governo brasileiro decidiu, no início deste mês, elevar a alíquota do imposto de importação sobre mais de mil produtos estrangeiros, incluindo smartphones, bens de capital e equipamentos de informática. Essa ação resultou em um aumento de até 7,2 pontos percentuais na taxação, afetando diretamente máquinas essenciais para a produção industrial e dispositivos de telecomunicação. Embora o Ministério da Fazenda defenda a iniciativa como uma forma de preservar a soberania tecnológica do Brasil, o setor de importação critica o impacto negativo na competitividade das empresas, além do efeito inflacionário que essa medida pode provocar ao consumidor final.
De acordo com uma nota técnica do Ministério da Fazenda, as importações de bens de capital e informática apresentaram um crescimento expressivo de 33,4% desde 2022. O governo argumenta que a participação de produtos estrangeiros no consumo nacional ultrapassou os 45% em dezembro, o que, segundo o ministério, representa uma ameaça ao colapso de elos da cadeia produtiva nacional e uma possível regressão tecnológica.
Enquanto isso, a decisão do Brasil ocorre em um contexto global de tensões comerciais. Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos impôs uma derrota ao presidente Donald Trump ao decidir que ele ultrapassou sua autoridade em relação a um aumento de impostos sobre parceiros comerciais, conhecido como ‘tarifaço’. Diferente do que ocorre nos EUA, o Ministério da Fazenda brasileiro classifica a sua medida como ‘moderada e focalizada’, alegando que busca mitigar a ‘concorrência assimétrica’ e reduzir a vulnerabilidade externa do país. A nota oficial ainda indica que essa elevação tarifária alinha o Brasil a práticas adotadas por outros países para corrigir choques externos e combater práticas de dumping.
Fonte: Oeste







