A abertura de leitos de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) registrou uma queda de 31% no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme revela um levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela (ITV). Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, foram criados apenas 7.050 novos leitos, em contraste com os 10.163 leitos abertos nos três primeiros anos da gestão anterior de Jair Bolsonaro. Isso demonstra uma significativa desaceleração na expansão de leitos hospitalares, crucial para a saúde pública no Brasil.
O estudo indica que, em 2005, o número de leitos atingiu o pico de 354.479, mas até dezembro de 2025, o Brasil contava com apenas 316.529 leitos, o que representa uma diminuição de 10,7% em relação ao ápice. Um dado preocupante é que, ao longo das últimas duas décadas, a rede pública perdeu 38.137 leitos, com a maior parte dessa perda ocorrendo durante gestões do PT.
André Lacerda, especialista em políticas públicas do ITV, afirma que os dados contradizem a narrativa oficial do governo, que se apresenta como um governo de reconstrução na saúde. O Ministério da Saúde, por sua vez, contestou o levantamento, alegando que o número total de leitos no SUS é o maior desde 2014 e que houve uma reversão em um cenário de queda constante.
No entanto, a pesquisa revela que a gestão do PT parece continuar a negligenciar a ampliação necessária de leitos hospitalares, o que é agravado pelo desfinanciamento do SUS. A diminuição do número de leitos se reflete em especialidades críticas, como os hospitais psiquiátricos, que viram uma queda de 11% em seus leitos. Além disso, leitos obstétricos e pediátricos também sofreram reduções, impactando diretamente os serviços de saúde oferecidos à população.
Esse cenário crítico ressalta a urgência de um planejamento mais eficaz e de um compromisso real com a saúde pública, para que os cidadãos possam ter acesso a um atendimento digno e de qualidade.
Fonte: Oeste












