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Cargill enfrenta invasões indígenas e se sente abandonada no Pará

A advogada da Cargill no Brasil, Sandra Silva, expressou sua frustração em uma reunião da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) em Brasília, afirmando que a empresa se sente “desigual e sozinha” diante das invasões indígenas em seus ativos em Santarém, no Pará. A situação se agravou após a invasão do terminal da empresa, que ocorreu no dia 20 de outubro, após 31 dias de bloqueio do acesso ao complexo portuário. Segundo a advogada, mesmo após a suspensão do decreto que gerou os protestos, os ativos da Cargill ainda não foram totalmente desocupados, e a energia na unidade permanece desativada. O impasse começou com a promulgação do Decreto n° 12.600, que incluiu as hidrovias dos Rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND), o que gerou resistência entre os indígenas, que alegam que a medida compromete suas comunidades. A Cargill, por sua vez, não apoia a revogação do decreto, mas pede que a desocupação de seus ativos seja cumprida. Recentemente, a Justiça Federal negou um pedido da empresa para retirar os manifestantes, argumentando que o uso da força não seria adequado devido à presença de mulheres e crianças. Enquanto isso, o terminal da Cargill, que movimenta 70% dos grãos do porto, continua suas operações paralisadas, aumentando a tensão entre as partes envolvidas. O governo federal defende que o decreto apenas permite a realização de estudos e não privatiza os rios, mas os indígenas acreditam que isso abre caminho para a exploração intensiva dos recursos hídricos. O impasse demonstra a necessidade de um diálogo mais efetivo entre as partes, visando a proteção das comunidades indígenas e a manutenção da atividade econômica no Brasil.

Fonte: Oeste

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