O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (24) os termos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Agora, o texto segue para o Senado, onde deve receber o último aval antes da conclusão do processo de ratificação interna no Brasil. Este acordo, negociado há mais de 25 anos, prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, além de investimentos e padrões regulatórios. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a aprovação, destacando que o tratado pode ampliar a exportação de produtos brasileiros, atrair investimentos, fortalecer a inserção internacional do Brasil e reduzir tarifas comerciais.
A avaliação da área internacional do governo é de que o tratado pode facilitar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu, especialmente do agronegócio, além de proporcionar maior segurança jurídica para investimentos e estimular a modernização da indústria brasileira. Politicamente, Lula pode utilizar o avanço do acordo como um ativo eleitoral, apresentando-o como um resultado da retomada da diplomacia brasileira e da reaproximação com parceiros estratégicos.
Entre os principais benefícios projetados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estão a geração de empregos, a abertura de mercados para o agronegócio e a indústria, e o fortalecimento da imagem do Brasil no exterior. O governo estima que o acordo poderá gerar um impacto positivo de cerca de 0,34% no PIB brasileiro, equivalente a aproximadamente R$ 37 bilhões, além de um aumento no investimento de 0,76% ao longo prazo. Com isso, espera-se uma redução média de preços ao consumidor e um aumento da competitividade da economia, impulsionado pela queda de tarifas e maior integração comercial com o mercado europeu.
Fonte: G1










