O ex-primeiro-ministro tunisiano Ali Larayedh foi condenado na última sexta-feira a 24 anos de prisão, segundo reportagens da mídia estatal. Ele foi acusado de facilitar a viagem de jihadistas tunisianos para a Síria ao longo da última década. A condenação ocorre em um contexto político conturbado, onde seu partido, o Ennahda, uma oposição islâmica, afirma que o caso é motivado politicamente. Eles alegam que essa ação faz parte de uma repressão mais ampla ao dissenso após a concentração de poderes nas mãos do presidente Kais Saied em 2021, quando ele dissolveu o parlamento e começou a governar por meio de decretos. Ali Larayedh ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 2013 e 2014, período marcado por instabilidades políticas após a revolução tunisiana de 2011. A situação de Larayedh levanta sérias preocupações sobre a liberdade política na Tunísia, onde a repressão a vozes dissonantes está crescendo. A comunidade internacional deve observar atentamente os desdobramentos desse caso, que pode ser visto como um reflexo das tensões políticas e da luta por liberdade e direitos humanos na região. A defesa de Larayedh considera a condenação uma injustiça e um ataque à democracia tunisiana.
Fonte: Al‑Monitor












