Após a morte do líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, no último sábado, muitos altos funcionários dos Estados Unidos expressam ceticismo sobre a possibilidade de que as operações militares dos EUA e de Israel resultem em uma mudança de regime no país em um futuro próximo. Embora a morte de Khamenei tenha causado uma onda de especulações sobre o futuro do regime iraniano, a realidade política no país é complexa e repleta de desafios. Antes e depois do início do ataque, altos oficiais dos EUA, incluindo o ex-presidente Donald Trump, indicaram que derrubar o sistema governamental opressor do Irã era um dos vários objetivos dos EUA, além de enfraquecer os programas balísticos e nucleares iranianos. Entretanto, a percepção de que uma ação militar levaria a uma mudança de regime rápida e eficaz está sendo vista com ceticismo. Analistas apontam que a estrutura do poder no Irã é resiliente e que a população, apesar de descontentamentos, pode não estar pronta para uma mudança drástica. Além disso, as consequências de uma ação militar podem ser imprevisíveis, podendo até fortalecer o regime ao unir a população em torno de uma causa comum. Assim, o foco parece estar na contenção das capacidades militares do Irã, em vez de uma mudança de regime, que pode ser uma tarefa mais desafiadora do que inicialmente esperado.
Fonte: Al‑Monitor











