A aliança governista de direita em Israel agora conta com 50 cadeiras no Knesset, após o anúncio de que os partidos árabes se unirão para as próximas eleições e a devolução dos restos mortais de Ran Gvili, último refém em Gaza. A pesquisa realizada pelo jornal Maariv revela que, em uma eleição imediata, o partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ganharia dois assentos, atingindo um total de 27. A oposição, por sua vez, ficaria com 57 cadeiras, enquanto a recém-reconstituída Lista Conjunta Árabe conquistaria 13 assentos, superando as 10 cadeiras que os partidos árabes teriam se concorressem separadamente. Essa aliança vem em um momento em que os partidos árabes buscavam atuar individualmente, o que poderia prejudicar sua representação no Parlamento. A pesquisa, realizada entre 28 e 29 de janeiro, incluiu 503 entrevistados e tem uma margem de erro de 4,4%. Embora Netanyahu não tenha uma maioria absoluta, ele tem conseguido se manter no poder através de votações pontuais. O crescimento da direita é evidenciado por uma possível queda na oposição, que poderia ver seus números reduzidos caso o partido Balad não alcance o percentual mínimo de votos necessários para garantir cadeiras. As eleições estão agendadas para outubro deste ano, e, se realizadas hoje, a direita israelense estaria em uma posição ainda mais forte para consolidar seu poder e influenciar o futuro político do país.
Fonte: Oeste






