A saída de Filipe Luís do comando do Flamengo, anunciada nesta segunda-feira, dia 2, já era esperada por muitos. Apesar da convincente vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, a pressão sobre o treinador aumentou significativamente após as derrotas na Supercopa do Brasil e na Recopa Sul-Americana. Desde a posse do atual presidente, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, a relação entre Filipe e a diretoria sempre foi marcada por desconfiança. A falta de respaldo e a ausência de uma confiança plena por parte de Bap tornaram a sua permanência na equipe cada vez mais insustentável. Embora Bap tenha optado por mantê-lo após sua eleição em dezembro de 2024, essa decisão parecia ser contrária ao seu desejo pessoal, evidenciando que a demissão era uma questão de tempo. Filipe Luís, por sua vez, demonstrou em entrevistas sua visão de que o Flamengo poderia ser um trampolim para o futebol europeu, uma perspectiva que pode não ter ressoado bem com a torcida e a diretoria. Seu estilo de jogo, inspirado em táticas europeias, começou a mostrar sinais de esgotamento, evidenciando a necessidade de uma identidade própria. A insistência em escalar jogadores fora de forma, como Samuel Lino, gerou ainda mais insatisfação entre os torcedores. Em um ambiente onde a pressão é constante, a falta de sintonia entre técnico e diretoria se tornou insustentável. Assim, a demissão de Filipe Luís não foi uma surpresa, mas sim uma consequência de um clima adverso que se formou desde o início da nova administração.
Fonte: Oeste








