O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã está se intensificando em uma região estratégica que é vital para o abastecimento global de energia. O Oriente Médio abriga algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, com o Irã possuindo a terceira maior e a Arábia Saudita a segunda. Uma parte crucial dessa produção de petróleo deve passar pelo Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Este corredor é responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, e o governo iraniano já fechou esta rota, gerando preocupações sobre os impactos econômicos globais. A situação pode se agravar, especialmente após a ameaça do general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, que afirmou que, se os bombardeios dos EUA e de Israel persistirem, ele atacará ‘todos os centros econômicos’ do Oriente Médio. Para discutir as consequências do fechamento do Estreito de Ormuz e o efeito dominó na economia global, Natuza Nery entrevistou José Roberto Mendonça de Barros, um especialista com vasta experiência na área econômica. Ele ressaltou como a guerra pode afetar a produção e distribuição de gás natural e fertilizantes, o que poderá refletir em altos preços de alimentos tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O fechamento dessa rota marítima de escoamento de petróleo acende alertas nos mercados internacionais, colocando em risco a estabilidade econômica global. Os moradores de Teerã, que vivem ao lado de prédios danificados devido aos combates, são um reflexo do impacto humano dessa guerra, que não afeta apenas a região, mas tem repercussões em todo o mundo, especialmente no que diz respeito à segurança alimentar e aos preços de commodities essenciais.
Fonte: G1












