As diferenças entre sunitas e xiitas são um dos fatores que moldam os conflitos no Oriente Médio. Esses dois ramos do Islamismo possuem origens distintas que remontam ao século VII, logo após a morte do profeta Maomé. A principal divergência se origina na questão da sucessão do líder da comunidade muçulmana. Enquanto os sunitas acreditam que o líder (califa) deve ser escolhido entre os melhores da comunidade, os xiitas defendem que a liderança deve permanecer na família do profeta, especificamente na linhagem de Ali, seu primo e genro.
Essas diferenças não são apenas teológicas, mas também sociais e políticas, influenciando a dinâmica de poder na região. A divisão gerou rivalidades que foram exacerbadas por fatores históricos, como invasões, colonialismos e a criação de estados modernos que ignoraram as identidades sectárias. No cenário atual, países como Irã e Arábia Saudita, representando xiitas e sunitas, respectivamente, estão frequentemente em desacordo, atuando como potências regionais em seus esforços para expandir sua influência.
Além disso, a rivalidade entre sunitas e xiitas se reflete em diversos conflitos contemporâneos, onde grupos extremistas utilizam a divisão sectária para justificar atos de violência. Compreender essas diferenças é crucial para quem busca entender as complexidades geopolíticas do Oriente Médio e as raízes dos conflitos que ainda persistem na região.
Fonte: BBC





