O aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã ganhou um novo capítulo com o início dos exercícios militares da Guarda Revolucionária Iraniana, programados para ocorrer entre os dias 1º e 2 de janeiro na costa iraniana. O Comando Central dos EUA (Centcom) emitiu um alerta, afirmando que essas manobras representam um risco significativo de escalada e instabilidade na região, especialmente em um contexto de fragilidade nas relações entre Washington e Teerã. De acordo com a imprensa local, os exercícios envolverão o uso de munição real, uma prática que geralmente serve como uma demonstração de força por parte do regime iraniano. Os EUA solicitaram que o Irã conduza os exercícios de maneira “segura e profissional”, advertindo que qualquer comportamento inadequado pode intensificar as tensões militares. O Centcom reconheceu o direito do Irã de operar em águas internacionais, mas enfatizou que comportamentos inseguros nas proximidades de forças norte-americanas ou embarcações comerciais podem aumentar os riscos de colisões e desestabilização. Essa manobra ocorre em meio às tentativas de negociação do presidente Donald Trump, que declarou que tomará ações contra o Irã caso o aiatolá Ali Khamenei não aceite negociar limitações ao programa nuclear do país. Com o Estreito de Ormuz sendo um corredor vital para o comércio global de petróleo, a situação permanece tensa, enquanto navios de guerra norte-americanos estão posicionados na região como parte da estratégia de pressão sobre o regime iraniano. O Exército dos EUA deixou claro que não tolerará aproximações perigosas ou ataques direcionados às suas forças. Além disso, rumores de ataques internos no Irã surgiram após explosões em duas cidades, mas autoridades locais atribuíram os eventos a vazamentos de gás, enquanto a Guarda Revolucionária negou qualquer ofensiva externa. A situação continua a ser monitorada de perto, com o Centcom reafirmando seu compromisso com a segurança das operações americanas no Oriente Médio.
Fonte: Oeste







