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Software da PF questiona afirmações de Moraes sobre mensagens de Vorcaro

Um novo relatório sobre o uso do software Indexador e Processador de Evidência Digital (Iped) da Polícia Federal (PF) lança dúvidas sobre as afirmações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Conforme a reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o sistema da PF organiza arquivos de forma que documentos colocados na mesma pasta nem sempre estão interligados. Isso contraria a narrativa de Moraes, que alega que os arquivos de mensagem estão agrupados de acordo com os contatos de Vorcaro.

O Iped, que está em uso desde 2012 e é considerado uma ferramenta essencial para a análise de dados em investigações, organiza arquivos com base em uma sequência numérica única, chamada ‘hash’. Essa metodologia permite que arquivos sem relação aparente sejam armazenados juntos apenas porque seus hashes compartilham os mesmos caracteres iniciais. Por exemplo, três documentos diferentes foram agrupados em uma mesma pasta, incluindo um print do bloco de notas de Vorcaro e um arquivo de contato do presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

Além disso, o sistema também agrupa arquivos relacionados a Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa de Alexandre de Moraes, que firmou um contrato significativo com o Banco Master, levantando questões sobre a suposta relação entre os documentos. Especialistas consultados afirmaram que a proximidade dos arquivos não implica que seus conteúdos estejam relacionados, sugerindo uma falha na interpretação dos dados por parte do ministro. Diante dessa situação, a credibilidade das alegações de Moraes é cada vez mais questionada, evidenciando um possível viés em sua abordagem, que se alinha com a perseguição à direita brasileira sob o pretexto de proteger a democracia.

Fonte: Oeste

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