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Crise em Cuba leva população a sonhar com mudança na Venezuela

A vida em Havana está passando por uma crise de combustíveis sem precedentes, levando os cubanos a reavaliar suas rotinas diárias. Com o preço do litro da gasolina alcançando impressionantes US$ 9, o que equivale a cerca de sete vezes o valor no Brasil, encher o tanque de um carro comum se tornou uma tarefa quase impossível, custando quase US$ 500, um valor que representa mais de três anos de salário de um médico na ilha. Essa situação crítica tem gerado um clima de desespero entre os cidadãos, que veem na possibilidade de queda do ex-ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, uma luz no fim do túnel.

O aumento da escassez de combustíveis nas ruas de Havana fez com que as movimentações se transformassem, com muitas pessoas optando por caminhar longas distâncias. A crise de abastecimento se intensificou especialmente desde janeiro, quando o governo dos Estados Unidos impôs uma restrição severa à entrada de petróleo em Cuba, deixando a população em uma situação ainda mais delicada.

A inflação e a desvalorização da moeda estão tornando os produtos básicos inacessíveis para a maioria dos cubanos, especialmente aqueles que não recebem remessas do exterior. Supermercados e mercados oficiais frequentemente estão com prateleiras vazias, exceto por alguns itens limitados. O apelo do ditador Miguel Díaz-Canel para que a população se adapte e consuma apenas alimentos locais encontrou resistência, com muitos cidadãos expressando cansaço diante da crise prolongada. A escassez de alimentos, medicamentos e dinheiro não é uma novidade na ilha, mas a situação atual foi exacerbada pela queda no turismo após a pandemia, aumentando as dificuldades econômicas e sociais. Dados do Ministério da Agricultura cubano indicam uma queda acentuada na produção entre 2018 e 2023, sinalizando que a crise é profunda e exige uma resposta urgente da comunidade internacional.

Fonte: Oeste

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