O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), está em busca de apoio para uma vaga recente no Tribunal de Contas da União (TCU), que se abriu após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Para isso, ele recorreu ao empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit. O encontro entre Altineu e Magro ocorreu em 20 de fevereiro em um restaurante em Lisboa, longe dos holofotes da agenda oficial. Quando questionado sobre a reunião, Altineu afirmou que estava em Portugal para celebrar o aniversário de seu casamento, enquanto Magro não respondeu às tentativas de contato. A escolha do novo ministro do TCU será feita pela Câmara, em uma votação secreta que requer a presença de pelo menos 257 deputados, sendo necessária uma maioria simples para a indicação.
Ricardo Magro é conhecido por suas relações próximas com a família Cedraz. No ano passado, Aroldo Cedraz participou de um evento em Nova York, patrocinado pela Refit, onde se encontrou com Magro. No entanto, o empresário não está isento de controvérsias; ele é o principal alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga alegações de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Além disso, Magro mantém conexões com autoridades no Rio de Janeiro, incluindo o procurador-geral de Justiça e o secretário estadual de Fazenda, o que levanta questões sobre a influência que ele pode ter nas decisões políticas e econômicas do estado.
A disputa pela vaga no TCU já mobiliza diversos grupos políticos. O deputado Hélio Lopes (PL-RJ), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, também anunciou sua intenção de concorrer ao cargo. Com o apoio da bancada do PL, Lopes já conta com mais de 80 assinaturas de apoio. No entanto, a corrida inclui outros candidatos, como Odair Cunha (PT-MG), que é visto como um favorito por parte do Congresso, e Danilo Forte (União Brasil-CE), que também pode ser uma opção viável. A situação é complexa, e a candidatura de Hélio Lopes pode acabar facilitando a ascensão do petista Odair Cunha, considerando as dificuldades de atrair votos fora do campo bolsonarista.
Fonte: Oeste








