A Polícia Civil de Pernambuco finalizou o inquérito sobre o incêndio criminoso que devastou as casas de veraneio de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e de sua irmã, Emília Rueda. De acordo com informações do portal Metrópoles, o delegado Ney Luiz Rodrigues indiciou duas diaristas e dois seguranças pelo ataque que ocorreu na Praia de Toquinho em março de 2024. A princípio, as investigações levantaram a suspeita de uma ação política, mas logo se constatou que se tratava de uma ação coordenada por indivíduos com vínculos profissionais diretos com as vítimas.
Os peritos do Instituto de Criminalística identificaram que o incêndio começou simultaneamente em ambos os imóveis, localizados lado a lado, e apresentava múltiplos focos internos. Um detalhe crucial que avançou as investigações foi a ausência de sinais de arrombamento na casa de Emília Rueda, indicando que os autores tinham acesso às chaves do local. O monitoramento técnico revelou que Maria Valéria dos Santos, faxineira do imóvel e responsável pelas chaves, era uma das principais envolvidas na facilitação do crime.
Além disso, o rastreamento de um telefone pertencente à Usina Petribu identificou que o aparelho, que deveria estar em um condomínio específico, estava na Praia de Toquinho no momento do incêndio. O segurança José Pereira Gomes, que estava com o celular naquela noite, fez várias chamadas para sua esposa, Maria das Dores dos Santos Maciel, nos horários coincidentes com o início do incêndio. A polícia também constatou diversas inconsistências nos depoimentos dos acusados, que tentaram esconder seu histórico de chamadas e sua presença no local. Além dos indiciados, o segurança Aluísio Ângelo da Silva também será responsabilizado por incêndio criminoso qualificado e associação criminosa. Antônio Rueda enfatiza que a investigação deve se concentrar na identificação do mandante e da motivação por trás do ataque, confiando que as autoridades encontrarão quem encomendou a destruição do patrimônio da família.
Fonte: Oeste







