Parlamentares da oposição ao governo federal estão tentando reverter o avanço do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos, utilizando como estratégia a crítica ao que chamam de ‘taxação das blusinhas’. Este projeto é uma prioridade do governo e está em tramitação na Câmara, devendo ser levado ao plenário em abril pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A oposição, incluindo figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG), alega que a aprovação do projeto resultará em aumentos nos preços dos serviços de entrega, como o Ifood. Essa crítica remete à antiga cobrança de imposto de importação sobre produtos internacionais, que, segundo a oposição, afetava os consumidores de baixa renda que buscavam opções mais acessíveis. A última versão do projeto propõe um valor mínimo de R$ 8,50 para entregas de até três quilômetros e de R$ 10,00 para até quatro quilômetros, com R$ 2,50 por quilômetro adicional. O ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) defende um aumento para R$ 10,00, o que, segundo ele, atende a uma demanda dos trabalhadores. No entanto, o relator do projeto, que se reuniu recentemente com ministros do governo, deve manter o valor mínimo em R$ 8,50, desconsiderando as pressões para aumentá-lo. As plataformas de entrega criticam essa regulamentação, afirmando que o tabelamento inviabiliza seus modelos de negócios. Boulos se defendeu das acusações de que o governo estaria aumentando os custos para os consumidores, destacando que a maior parte dos lucros das plataformas provém das taxas cobradas dos restaurantes e não das entregas em si. Ele afirmou que garantir uma remuneração digna aos entregadores não necessariamente resultará em preços mais altos para os clientes, considerando a atual estrutura de cobrança das empresas.
Fonte: G1







