Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam a reação do empresário Jeffrey Epstein ao atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018. Ao saber que “Bolsonaro acabou de ser esfaqueado no Brasil”, Epstein respondeu de forma chocante: “Antes ele do que eu”. O ataque ocorreu em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), durante um evento de campanha, onde o ex-presidente foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira. Após o atentado, Bolsonaro passou por várias cirurgias e continua lidando com complicações médicas decorrentes do incidente.
Os documentos também incluem trocas de e-mails entre Epstein e Steve Bannon, ex-estrategista da campanha de Donald Trump, onde Epstein elogiou Bolsonaro em 8 de outubro de 2018, afirmando que “Bolsonaro mudou o jogo” e que sua liderança estava mudando a dinâmica no Brasil. Ele destacou que o ex-presidente não se deixava influenciar por Bruxelas e que era necessário focar na recuperação econômica do país.
Bannon, que apoiou Bolsonaro publicamente, considerou a possibilidade de viajar ao Brasil para apoiar o ex-presidente, e Epstein sugeriu que isso poderia beneficiar sua imagem política. Durante essas conversas, Epstein expressou sua insatisfação com o fato de Bolsonaro ter negado publicamente qualquer associação com Bannon, chamando essa situação de “fake news”. Além disso, as trocas de mensagens mencionaram também Luiz Inácio Lula da Silva e o filósofo Noam Chomsky, com Epstein orientando Bannon a evitar discussões sobre Bolsonaro em encontros com Chomsky. Essas revelações ressaltam as complexas interações políticas que cercam a figura de Bolsonaro e suas conexões internacionais.
Fonte: Oeste







