O déficit fiscal do setor público consolidado do Brasil ultrapassou novamente a marca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme relatório da Goldman Sachs, que foi divulgado após a divulgação das estatísticas fiscais pelo Banco Central. O documento apontou que o déficit deve continuar nesse patamar nos próximos anos, evidenciando a falta de medidas efetivas de controle de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O relatório da Goldman Sachs descreve o atual arcabouço fiscal do governo como fraco e pouco confiável, destacando que a aversão a controle de gastos está contribuindo para o aumento dos prêmios de risco e dificultando a formação de expectativas de inflação no curto e médio prazos. O déficit nominal, que inclui o resultado primário mais os juros acumulados ao longo de 12 meses, atingiu 8,34% do PIB, enquanto o resultado primário consolidado ficou negativo em 0,43% do PIB.
O novo regime fiscal, que substituiu o Teto de Gastos implantado em 2023, não está mais vinculado apenas à inflação, mas também ao crescimento da arrecadação e às metas de resultado primário. A Goldman Sachs alerta que, sem superávits primários sustentados e acima de 2% do PIB, a trajetória da dívida pública não apresentará um caminho de queda estrutural. A dívida bruta do governo encerrou 2025 em 78,7% do PIB, um aumento significativo em relação aos 71,7% registrados no final de 2022. Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) considera essa dívida como equivalente a 93,4% do PIB, ao incluir os títulos na carteira do Banco Central.
Por fim, o banco de investimentos ressaltou que a expectativa é de que os juros não diminuam no curto prazo, uma vez que o Banco Central mantém uma postura cautelosa diante do baixo nível de desemprego e do crescimento real dos salários, fatores que podem gerar pressões inflacionárias, especialmente no setor de serviços.
Fonte: Oeste










