O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), expressou sua insatisfação com as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que essas decisões têm dificultado o progresso das investigações, especialmente no que tange ao setor bancário. Em declarações feitas antes da reunião da comissão, Gaspar afirmou que a atuação do STF prejudica significativamente o andamento dos trabalhos. Ele ressaltou que, embora respeitem as decisões judiciais, não concordam com muitas delas. O relator apontou especificamente uma decisão do ministro Flávio Dino, que impediu a votação em bloco para quebras de sigilo, uma prática que já havia sido utilizada em outras CPIs. Gaspar criticou essa medida, destacando que, apesar da suspensão, outras comissões continuam a realizar quebras de sigilo de forma similar. Além disso, o deputado apontou a ausência de representantes do setor bancário, como Leila Pereira, presidente da Crefisa, que faltou a convocação anterior e agora teve autorização judicial para não comparecer. Para Gaspar, essa situação evidencia uma ‘blindagem’ ao sistema financeiro, que se torna quase intransponível quando se trata de ouvir depoentes desse setor. Ele também destacou a diferença significativa nas quantias envolvidas nas investigações, com o setor financeiro apresentando mais de R$ 400 bilhões sob suspeita, em comparação com os R$ 10 bilhões referentes a associações anteriormente investigadas. A CPMI busca identificar pagamentos irregulares e ampliar a apuração dos fatos, e outros nomes mencionados nas investigações poderão ser chamados para depor nas próximas sessões.
Fonte: Oeste








