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Zelensky e líderes europeus criticam flexibilização de sanções aos russos

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, juntamente com líderes da União Europeia, manifestou forte descontentamento com a decisão dos Estados Unidos de relaxar temporariamente as sanções relacionadas ao petróleo da Rússia. A medida, anunciada na quinta-feira (12), permite a venda de petróleo russo que estava estocado em navios, com o intuito de aumentar a oferta global e aliviar a alta dos preços após a guerra contra o Irã. Zelensky, em sua passagem por Paris para se encontrar com o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que essa flexibilização pode proporcionar à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para sustentar sua guerra, o que, segundo ele, não contribui para a paz na Ucrânia. O presidente francês, embora contrário à suspensão das sanções, considerou as isenções concedidas pelos EUA como temporárias e limitadas. António Costa, presidente do Conselho Europeu, também criticou a decisão, ressaltando que a falta de consulta aos aliados europeus é preocupante e que a pressão econômica sobre Putin é crucial para a resolução do conflito. A licença emitida pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que permitirá a comercialização de cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, representa a primeira flexibilização das sanções desde o início da invasão da Ucrânia. Apesar de a medida ter como objetivo aliviar a pressão sobre os preços internacionais, analistas acreditam que seu impacto poderá ser limitado e temporário, considerando a instabilidade contínua nos mercados de energia. As tensões no Oriente Médio e a ameaça de interrupções no fornecimento global permanecem como fatores críticos que podem influenciar os preços do petróleo em um futuro próximo.

Fonte: G1

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