Itaubal, uma cidade com aproximadamente 6 mil habitantes situada no interior do Amapá, apresenta uma realidade alarmante: 93% de sua população depende do programa Bolsa Família. Isso resulta em um custo mensal de R$ 1,4 milhão, pagos pelos contribuintes. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, apenas 28 pessoas possuem carteira assinada no setor privado, o que representa um emprego formal para cada 215 moradores. Com uma receita anual de apenas R$ 900 mil, surge a indagação: como essa cidade sobrevive sem uma base econômica ativa?
Em 2025, Itaubal recebeu R$ 54 milhões para sustentar suas atividades, o que demonstra a dependência extrema de recursos públicos. Além disso, a cidade conta com mais de 600 servidores na prefeitura, o que complica ainda mais a questão da sustentabilidade econômica local. Apesar de receber uma quantia significativa do governo federal, a cidade não apresenta sinais de prosperidade. Com menos de 30 veículos circulando e a ausência de bancos e supermercados, os moradores se veem limitados a pequenas vendas para suprir suas necessidades diárias.
Essa situação revela não apenas a ineficácia do Bolsa Família em fomentar o desenvolvimento, mas também a necessidade urgente de políticas que incentivem a criação de empregos e um ambiente econômico saudável. O panorama de Itaubal é um alerta sobre a dependência de programas assistencialistas e a importância de se buscar soluções que promovam a autonomia e o crescimento econômico da população.
Fonte: Oeste









