No início de março de 2026, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveu uma série de invasões em propriedades rurais, sob a bandeira da chamada “Reforma Agrária Popular”. De acordo com informações divulgadas pelo próprio MST, as ações ocorreram entre os dias 8 e 12 de março, mobilizando mais de 15 mil participantes em 24 Estados e no Distrito Federal durante a Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra. As atividades do movimento incluíram assembleias, atos políticos e invasões de áreas que o MST classifica como latifúndios improdutivos. Durante esse período, ao menos 14 propriedades foram invadidas, com destaque para os Estados de Pernambuco, onde ocorreram sete ocupações, além de Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Tocantins. Juristas apontam que esse tipo de ação, frequentemente visto como uma forma de pressão política, fere o direito de propriedade e gera insegurança jurídica no campo. Na Região Amazônica, militantes invadiram a Fazenda Santo Hilário em Araguatins (TO), enquanto em Roraima, participaram de manifestações pedindo políticas públicas contra a violência de gênero. No Nordeste, invasões ocorreram em áreas de empresas como Suzano e Mineração Vale Verde. A mobilização em diversas regiões do Brasil demonstra a continuidade da atuação do MST, que desafia a ordem legal e ignora os direitos de propriedade estabelecidos, criando um cenário de incerteza e desrespeito às leis vigentes.
Fonte: Oeste












