Um recente relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em colaboração com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela dados preocupantes sobre o comprometimento da renda dos trabalhadores brasileiros para a compra de alimentos. De acordo com o levantamento, São Paulo é a capital onde os cidadãos necessitam trabalhar mais horas por mês para adquirir a cesta básica, totalizando 115 horas e 45 minutos. Logo atrás estão o Rio de Janeiro, com 112 horas e 14 minutos, e Florianópolis, com 108 horas e 14 minutos.
Por outro lado, Aracaju se destaca como a capital onde menos horas são exigidas para comprar a cesta básica, com apenas 76 horas e 23 minutos de trabalho. O relatório também aponta que, em média, os trabalhadores que recebem salário mínimo comprometem 46,13% de sua renda líquida para a aquisição de alimentos essenciais. Em São Paulo, esse número é ainda mais alarmante, alcançando 56,88% do salário mínimo, enquanto Aracaju apresenta a menor porcentagem, com 37,54%.
Além disso, o estudo estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.164,94, cifra que representa quase quatro vezes o piso atual de R$ 1.621. Este cálculo se baseia no custo da cesta básica mais cara do Brasil, que, no mês de fevereiro, foi a de São Paulo. A situação se torna ainda mais crítica com fatores externos que podem encarecer os alimentos, como a guerra no Oriente Médio, que pode impactar os preços no Brasil.
Fonte: G1










