A guerra no Irã está exercendo uma influência significativa nas primárias do Partido Democrata, à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato em novembro. Progressistas dentro do partido estão criticando os concorrentes moderados, alegando que estes não se opõem de maneira suficientemente firme à campanha de bombardeios do presidente Donald Trump. Os progressistas também apontam que os moderados mantêm laços excessivamente próximos com contratantes de defesa e com Israel, o que, segundo eles, compromete a posição do partido em questões de política externa. Essa divisão interna destaca as diferentes abordagens dentro do Partido Democrata em relação a temas de segurança e defesa, especialmente em um contexto de crescente tensão internacional. O debate sobre a posição dos Estados Unidos no Oriente Médio e a relação com o Irã tem se tornado um ponto focal nas discussões entre os candidatos, refletindo uma luta por direção política que pode impactar as eleições gerais. Enquanto isso, os moderados tentam equilibrar a necessidade de segurança nacional com a crítica progressista que pede uma mudança na forma como os EUA se envolvem em conflitos externos. Essa dinâmica pode influenciar não apenas as primárias, mas também a capacidade do partido de se unir em torno de um candidato forte para enfrentar a oposição nas eleições.
Fonte: Al‑Monitor







