Nesta quinta-feira, 19, o regime iraniano executou três homens condenados por sua participação em protestos contra o governo. O ato ocorreu na cidade de Qom e é parte de uma repressão severa a dissidentes. Segundo a agência Mizan, vinculada ao Judiciário do Irã, os indivíduos foram considerados culpados pelo assassinato de dois agentes de segurança e por supostamente atuar em benefício de Israel e dos Estados Unidos. Os executados foram identificados como Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeid Davudi, e receberam a pena de morte sob a acusação de moharebeh, que é um termo jurídico utilizado no Irã para descrever inimizade contra Deus e crimes contra a segurança pública. O Judiciário do país afirma que os réus confessaram ter realizado ataques armados durante o processo judicial, e suas sentenças foram confirmadas pelo Supremo Tribunal, com a presença de advogados de defesa. A brutalidade do governo iraniano se intensifica, especialmente após os protestos de janeiro que clamavam pelo fim da República Islâmica, resultando em milhares de mortes e detenções. Organizações internacionais, incluindo a HRANA, estimam que mais de 7 mil manifestantes foram mortos, enquanto cerca de 53 mil foram presos. A pressão internacional tem aumentado, com os Estados Unidos demandando a reversão das sentenças de morte. Em um cenário mais amplo, dados da ONU indicam que o Irã registrou um aumento alarmante no número de execuções, o que sinaliza um agravamento da repressão a qualquer forma de dissidência. O governo iraniano também confirmou a execução de um cidadão sueco acusado de espionagem, destacando a falta de respeito pelos direitos humanos e a severidade de suas políticas contra opositores.
Fonte: Oeste







