O ex-vereador Carlos Bolsonaro, do PL, fez declarações contundentes nesta quinta-feira, 19, sobre as recentes revelações envolvendo o Banco Master e o governo da Bahia, liderado por Jerônimo Rodrigues, do PT. Em sua publicação nas redes sociais, Carlos se opôs às tentativas de vincular a instituição financeira aos setores da direita, afirmando que, na verdade, existem ‘ligações umbilicais’ com figuras do atual sistema governamental do PT.
“Tentaram empurrar o caso Master pra direita… mas os fatos mostram outra história”, escreveu Carlos em sua conta no X. Ele destacou que os contratos e pagamentos realizados pelo governo da Bahia ao banco são irregulares e reforçam a conexão entre a instituição e o próprio sistema político vigente.
A declaração de Carlos surge em um contexto onde dados do Portal da Transparência da Bahia foram divulgados, revelando que o Estado efetuou 207 pagamentos ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026, totalizando R$ 49,2 milhões. O montante mais significativo foi registrado em 2024, quando R$ 47,4 milhões foram destinados a operações de antecipação de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).
Carlos também mencionou a relação financeira entre o Banco Master e o entorno familiar do senador Jaques Wagner, do PT, que é o líder do governo no Senado. O banco teria transferido cerca de R$ 11 milhões à empresa BK Financeira, pertencente à nora de Wagner, Bonnie de Bonilha.
Além disso, Carlos Bolsonaro criticou a cobertura da mídia sobre o caso, ironizando a propagação de notícias falsas: “As fakenews divulgadas pelo pessoal do nariz nervoso seguem inabaláveis”, afirmou. Ele insinuou que há uma proteção seletiva sob o pretexto de ‘independência entre os poderes’ e ‘lisura do processo eleitoral’, que visa proteger os aliados do governo. A postura do ex-vereador reflete uma preocupação legítima sobre a transparência e a ética nas relações governamentais.
Fonte: Oeste












