O cenário de uma nova paralisação de caminhoneiros, possivelmente mais impactante do que a de 2018, está se desenhando em meio à insatisfação generalizada com o governo Lula. Na última assembleia realizada no dia 18, lideranças de diversas regiões do Brasil condicionaram o início de uma greve geral à apresentação de uma norma que atenda suas demandas. A categoria expressa descontentamento com os altos preços dos combustíveis, que alcançaram uma média de R$ 6,58 em março, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), conhecido como Chorão, confirmou que os motoristas estão preparados para entrar em greve, ressaltando que a insatisfação não afeta apenas os autônomos, mas também motoristas de transportadoras e de aplicativos, unificando esforços contra os atuais custos logísticos. Para tentar mitigar a crise, o ministro Renan Filho anunciou uma regulamentação mais rigorosa contra empresas que desrespeitam a tabela de frete rodoviário. A nova diretriz visa suspender o direito de contratação de transporte para aquelas que ignorarem o piso estabelecido. O governo busca evitar um colapso no abastecimento, especialmente em um momento de vulnerabilidade econômica, e aposta em medidas que impeçam a atuação de transportadores irregulares antes mesmo da conclusão de processos administrativos. A decisão dos caminhoneiros agora depende da redação final dessa norma e de promessas de redução nos preços dos combustíveis.
Fonte: Oeste












