Em mensagem divulgada no último dia 20, o Líder Supremo do Irã, Aiatoá Mojtaba Khamenei, proclamou que o novo ano persa será marcado como o ano da “economia de resistência sob unidade nacional e segurança nacional”. Esta declaração foi feita em sua conta oficial no Telegram e reflete uma tentativa de fortalecer a narrativa de autosuficiência econômica em meio a pressões externas e sanções. Khamenei, em sua mensagem, também abordou questões de segurança regional, afirmando que os ataques recentes contra a Turquia e Omã não foram perpetrados pelo Irã ou suas forças aliadas, desmentindo, assim, acusações que sugerem a responsabilidade do país. Essa afirmação é parte de uma estratégia mais ampla do governo iraniano para se distanciar de qualquer envolvimento em conflitos que possam prejudicar sua imagem no cenário internacional. A retórica de Khamenei parece visar, também, a consolidação de uma frente interna contra críticas e a promoção de um discurso de unidade nacional. Enquanto isso, a situação na região continua tensa, e o Irã enfrenta um ambiente desafiador, tanto econômico quanto político. O apelo à “economia de resistência” é um componente fundamental da política iraniana atual, que busca fomentar a autossuficiência e reduzir a dependência de importações, especialmente em um contexto de sanções ocidentais. A declaração de Khamenei, portanto, não apenas reafirma a posição do Irã em relação a incidentes recentes, mas também reflete uma estratégia mais ampla de resistência econômica e política.
Fonte: Al‑Monitor












