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China executa quatro integrantes de grupo criminoso na fronteira com Mianmar

Na segunda-feira, 2 de outubro, a China executou quatro integrantes do chamado ‘grupo criminoso da família Bai’, que operava na região de Kokang, em Mianmar. A decisão foi tomada pelo Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen e reflete o esforço do governo chinês para desarticular quadrilhas que realizavam golpes e sequestros, prejudicando cidadãos chineses. Essa ação ocorre em um contexto de crescente repressão a atividades criminosas na fronteira sul do país.

Os executados, identificados como Bai Yingcang, Yang Liqiang, Hu Xiaojiang e Chen Guangyi, estavam envolvidos em uma rede criminosa que causou danos financeiros superiores a 29 bilhões de yuans (cerca de 4,17 bilhões de dólares) a suas vítimas. O grupo era conhecido por operar cassinos, laboratórios de drogas e centros de fraude por telecomunicações, utilizando milícias armadas para proteger suas atividades ilícitas. O tribunal apontou que o grupo foi responsável por seis homicídios e deixou muitos outros feridos, atraindo investidores para sua região sob ameaça de violência.

A recente execução dos quatro criminosos se sucedeu a uma ação anterior que resultou na morte de 11 membros da família Ming, um outro grupo criminoso da mesma área. O governo chinês tem pressionado a junta militar de Mianmar a intensificar a luta contra os centros de golpes e fraudes que operam na fronteira, onde muitas vítimas, incluindo cidadãos chineses, eram forçadas a participar de atividades ilícitas, como golpes online envolvendo criptomoedas.

Essas operações revelam a gravidade da situação na região, onde o trabalho forçado é comum e milhares de pessoas são mantidas em complexos para cometer fraudes, principalmente aquelas relacionadas a investimentos enganosos. A execução desses criminosos é vista como parte de um esforço mais amplo das autoridades chinesas para restaurar a ordem e proteger os cidadãos de atividades criminosas que se proliferam nas áreas fronteiriças.

Fonte: Oeste

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