O deputado estadual Gil Diniz, do PL-SP, enviou um ofício à direção da Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná, solicitando a transferência do ex-assessor da Presidência, Filipe Martins, para o Complexo Médico Penal em Curitiba. A solicitação vem em razão de preocupações com a integridade física de Martins, que está preso por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto das investigações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023.
O documento destaca que o ambiente carcerário atual apresenta instabilidades que podem representar riscos à segurança de detentos, especialmente aqueles que estão em regime comum. Diniz também requisita esclarecimentos sobre as condições de custódia e os protocolos de segurança da administração penitenciária.
Martins foi preso preventivamente em 2 de janeiro de 2023, após Moraes alegar que o ex-assessor descumpriu medidas cautelares e poderia representar um risco de fuga. O ministro argumentou que Martins teria utilizado redes sociais de forma indireta, mesmo após uma proibição judicial, mas a defesa contesta essas alegações, afirmando que são imprecisas.
Em seu histórico, Martins já havia enfrentado uma primeira prisão em fevereiro de 2023, acusado de tentar deixar o país para os Estados Unidos, algo que a defesa refutou com provas concretas, como registros da Polícia Federal que demonstram que ele não saiu do Brasil. A situação é delicada e gera um debate necessário sobre a legalidade das ações do STF e a proteção dos direitos individuais dos cidadãos brasileiros, especialmente quando se trata da perseguição política que muitos enfrentam atualmente. A transferência solicitada visa garantir a segurança de Martins em um ambiente menos hostil e mais controlado.
Fonte: Oeste











