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Israel: A Resiliência em Estruturas Subterrâneas

Na manhã de 1º de março, ao soar das sirenes que anunciavam um contra-ataque do Irã, o Hospital Rambam, localizado no norte de Israel, tomou medidas rápidas para proteger seus pacientes. A equipe transferiu cerca de 700 internados para um espaço seguro nos andares subterrâneos do hospital, que abriga o Fortified Underground Emergency Hospital (FUEH), o maior hospital subterrâneo do mundo, com capacidade para atender até 2 mil pessoas sob proteção total contra bombardeios. Este sistema não apenas serve aos pacientes locais, mas também acolhe feridos de outros hospitais sem infraestrutura semelhante, atuando como um hospital de retaguarda em momentos de crise. O FUEH foi inaugurado em 2014, após a crescente necessidade de proteção durante os ataques aéreos, especialmente após os mísseis lançados do Líbano em 2006. Com a intensificação das ameaças, todos os grandes hospitais em Israel incorporaram soluções subterrâneas para garantir a continuidade do atendimento. Em Tel Aviv, o Hospital Sheba, um dos maiores do mundo, também adaptou suas operações, registrando até o primeiro nascimento de gêmeos em uma sala de parto protegida durante os bombardeios. Em meio a essa realidade de conflito, a criatividade israelense se destaca na adaptação de espaços urbanos, como as estações de trem que se tornaram abrigos coletivos, evidenciando a resiliência da população que, mesmo em tempos difíceis, mantém a esperança e a vida. Estruturas subterrâneas, mais do que refúgios, simbolizam a capacidade de manter a história e a cultura vivas em tempos desafiadores.

Fonte: Oeste

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