A associação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Tayayá Resort remonta a investigações da Lava Jato, que datam de quase uma década atrás. Este ano, Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, empresa familiar que está entre as proprietárias do resort localizado no Paraná. Mensagens reveladas em um pedido de investigação feito pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) contra o ex-procurador Deltan Dallagnol indicam que ele teria informado ao então chefe de gabinete da Procuradoria-Geral da República, Eduardo Pelella, sobre a existência de uma sociedade oculta de Toffoli com seu primo no empreendimento. O diálogo, datado de julho de 2016, foi divulgado após o site de notícias de esquerda The Intercept ter acessado ilegalmente celulares de envolvidos na Lava Jato. Essas informações foram utilizadas para fundamentar acusações contra Dallagnol, que teria supostamente articulado uma investigação informal contra o ministro. Em 12 de fevereiro, Toffoli reconheceu sua participação em uma empresa que vendeu o Tayayá Resort, mas negou ter recebido qualquer pagamento do proprietário do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Três dias antes de sua declaração, um relatório da Polícia Federal (PF) foi entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, apontando que Vorcaro trocava mensagens com seu cunhado, Fabiano Zettel, nas quais mencionava pagamentos à Maridt, empresa vinculada à família de Toffoli. A PF obteve esses diálogos do celular de Vorcaro, após uma operação de busca e apreensão contra ele, levantando suspeitas sobre a natureza dos pagamentos relacionados ao Tayayá Resort.
Fonte: Oeste












