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Brasil institui maior parque marinho em defesa da biodiversidade

O Brasil criou recentemente o Parque Nacional do Albardão, um dos maiores parques marinhos do país, abrangendo uma área de 1.001.480 hectares, equivalente a 1 milhão de campos de futebol. Localizado ao longo de 160 quilômetros de litoral no Rio Grande do Sul, o parque tem como objetivo proteger espécies ameaçadas, como a toninha, além de tubarões e baleias. Este novo parque é quase 100 vezes maior que o parque marinho de Fernando de Noronha e 73 vezes o das Ilhas dos Currais, tornando-se uma importante iniciativa para a preservação da biodiversidade marinha e a recuperação dos estoques pesqueiros, que têm sofrido com a pesca industrial.

Entretanto, a criação do parque não está isenta de controvérsias. Moradores locais e representantes do setor pesqueiro expressaram preocupação em relação aos impactos econômicos que a medida pode ter na região, levantando questionamentos sobre a falta de um debate mais amplo antes da implementação do decreto. Um projeto já foi apresentado na Câmara dos Deputados com a intenção de revogar a criação do parque, apontando possíveis prejuízos para a população local.

O sindicato dos pescadores da região argumenta que a medida pode prejudicar a atividade pesqueira sem garantir proteção efetiva, uma vez que a área pode permanecer vulnerável a embarcações estrangeiras. Em contraste, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) defende que a criação do parque seguiu as normas legais de consulta pública e que o modelo de parque nacional permite a exploração sustentável de recursos, como ecoturismo.

Pesquisadores, como Eduardo Secchi, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), ressaltam a importância do parque para combater a pesca predatória, que causa a morte de milhares de toninhas anualmente, colocando a espécie em risco de extinção. A extinção da toninha significaria um grande impacto na biodiversidade marinha, sendo a única representante viva de sua família evolutiva. O futuro do Parque Nacional do Albardão e suas implicações para a economia local e a preservação ambiental continuam a ser debatidos.

Fonte: Oeste

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