Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) trouxe à tona que Erik Janson Marinho, segundo suplente do senador Efraim Filho (União Brasil-PB), pagou um boleto no valor de R$ 51 mil em nome do parlamentar. Marinho, que atualmente usa tornozeleira eletrônica, é alvo de investigações por suposta lavagem de dinheiro desviado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A situação levanta questionamentos sobre a integridade das relações políticas e financeiras entre os envolvidos, especialmente considerando que Efraim Filho não é alvo das apurações.
De acordo com a Polícia Federal (PF), Erik Marinho é ligado ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e está sendo investigado por sua suposta participação em operações de lavagem de dinheiro. A PF afirma que Marinho e sua esposa abriram empresas com capital social baixo com o intuito de ocultar a propriedade de aeronaves vinculadas ao empresário. O relatório da PF indica que as atividades de Marinho estão ligadas a etapas relevantes do processo de lavagem de capitais.
O senador Efraim Filho, ao ser questionado sobre o pagamento, explicou que devido à falta de saldo em conta no dia do vencimento do boleto, pediu ajuda ao suplente. Ele afirmou que tentou ressarcir Marinho, mas nunca foi cobrado. Essa situação levanta preocupações sobre a transparência nas relações entre políticos e seus assessores, especialmente em um contexto onde a corrupção é um tema recorrente no debate público.
Fonte: Oeste







