Daniel Borges, assessor parlamentar e presidente do Partido Liberal (PL) em Rio Grande, denunciou a omissão de parlamentares gaúchos em relação ao caso das crianças Douglas e Sofia, que foram retiradas de seus pais devido à ausência de vacinação, justificada por laudos médicos. Ele é um dos poucos políticos que se manifestaram publicamente sobre a situação, que está repleta de inconsistências jurídicas. Borges acredita que o silêncio dos parlamentares é resultado de medos políticos, como a possibilidade de desgaste eleitoral e uma suposta ‘ética parlamentar’ que os impede de se envolver em pautas alheias. Ele revelou que, embora tenha recebido consultas de outros políticos, muitos não demonstraram interesse em conhecer as provas que contradizem a atuação da Justiça em Arroio Grande. “Muitos acreditaram em telefonemas de pessoas influentes, que diziam: ‘Não se envolvam nesse caso. É complicado. Dizem que os pais abusavam das crianças.’”, relatou. Apesar das pressões para se calar, Borges continuou sua investigação, convencido de que a injustiça estava acontecendo. Ele afirmou que pode provar as ameaças recebidas e criticou a postura cautelosa de muitos parlamentares, que preferem focar em suas próprias pautas em vez de se envolver em casos controversos. Borges, que se define como um hóspede dentro do PL, espera que lideranças nacionais do partido se manifestem sobre o caso, embora reconheça que a política nem sempre reflete o ideal. Para ele, a divulgação do caso foi crucial para garantir que as crianças permanecessem com os pais, e sua luta por justiça continua, mesmo diante das dificuldades.
Fonte: Oeste






