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Governo britânico investiga documentos sobre Andrew Mountbatten-Windsor

O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira, 24, que começou a análise de documentos relacionados à atuação de Andrew Mountbatten-Windsor como enviado comercial, em uma etapa que precede a divulgação do material. Essa medida ocorre em meio à crescente repercussão sobre suas ligações com o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein, que morreu em 2019. A divulgação dos documentos foi prometida no mês passado, após a liberação de milhões de arquivos vinculados a Epstein nos Estados Unidos. O ministro do Comércio, Chris Bryant, afirmou que equipes estão realizando buscas em arquivos históricos do departamento, além de investigações em outras áreas do governo.

Andrew, que perdeu seus títulos reais em outubro do ano passado, foi preso recentemente sob suspeita de má conduta em funções públicas. A principal linha de investigação aponta que ele pode ter compartilhado informações confidenciais com Epstein, que foi condenado por exploração sexual de menores. A Polícia do Vale do Tâmisa revelou que está analisando relatos que indicam que Andrew enviou, em 2010, relatórios sigilosos sobre potenciais negócios ao financista, durante seu período como representante especial do Reino Unido para o comércio internacional.

Além das acusações de má conduta, Andrew já enfrentou alegações de conduta sexual imprópria, incluindo acusações de que uma mulher teria sido traficada para o Reino Unido por Epstein para manter relações com ele. Os documentos sobre sua nomeação e atuação como enviado comercial, função que exerceu entre 2001 e 2011, estão entre os materiais que o governo se comprometeu a tornar públicos. A investigação ganhou força após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de mensagens trocadas entre Andrew e Epstein. A polícia britânica solicitou novos registros ao governo e ao Palácio de Buckingham para aprofundar as apurações. Andrew foi detido em 19 de fevereiro em Sandringham, no condado de Norfolk, e liberado no mesmo dia, mas permanece sob investigação. O governo britânico está articulando a retirada de Andrew da linha de sucessão ao trono, na qual atualmente ocupa a oitava posição, mantendo ainda o direito sucessório.

Fonte: Oeste

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