Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manteve uma relação próxima com Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio do grupo Fictor, que recentemente foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A operação investiga suspeitas de fraudes bancárias ligadas ao Comando Vermelho, uma organização criminosa. Informações veiculadas pelo jornal Folha de S.Paulo sugerem que Lulinha atuou como consultor para a Fictor, sendo que a relação entre eles se intensificou em 2024.
Pessoas associadas ao conglomerado relataram que Lulinha frequentou os escritórios da Fictor no ano passado, mas teria reduzido suas visitas para evitar chamar atenção. A assessoria de imprensa da Fictor declarou que quaisquer esclarecimentos sobre o tema deveriam ser tratados diretamente com Rubini, que optou por não comentar a situação.
Executivos ligados ao grupo afirmam que Lulinha ajudou a aproximar a Fictor do governo federal, o que teria facilitado a indicação de Rubini ao Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão, um órgão consultivo da Presidência da República. No entanto, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência negou que Lulinha tenha indicado Rubini ao conselho. Além disso, relatos indicam que essa proximidade também favoreceu a participação do empresário no Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics, no Senado.
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, confirmou que seu cliente conhece Rubini, mas negou qualquer vínculo profissional entre eles ou que Lulinha tenha atuado para que o empresário ocupasse cargos públicos. Carvalho ressaltou que Lulinha reside na Espanha desde 2024. A situação da Fictor é preocupante, pois o grupo entrou em recuperação judicial em fevereiro deste ano, com dívidas superiores a R$ 4,2 bilhões.
Fonte: Oeste











