Um estudo recente do Brookings Institution revelou que as tarifas impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram um impacto limitado na economia americana, mas resultaram em uma arrecadação significativa. Segundo a pesquisa, o crescimento do PIB pode ter variado entre um leve aumento de 0,1% e uma pequena perda de 0,13%, dependendo da substituição de produtos importados por nacionais. Embora o consumo tenha sido pouco afetado, houve uma transferência de custos dos consumidores para os produtores. Essa dinâmica foi parcialmente compensada pelo aumento da arrecadação do governo e por ganhos salariais em alguns setores.
O estudo aponta que entre 80% e 100% do custo das tarifas foi repassado aos preços, com os consumidores arcando com a maior parte dessa despesa. As tarifas médias aumentaram de 2,4% para 9,6%, o que representa o maior nível em 80 anos. Contudo, o impacto total das tarifas é limitado, já que cerca de 57% das importações continuam isentas, devido a acordos comerciais e exceções para produtos como energia e eletrônicos.
A arrecadação gerada pelas tarifas alcançou US$ 264 bilhões (aproximadamente R$ 1,3 trilhões) em 2025, representando cerca de 4,5% das receitas do governo, um valor superior à média de 1,6% dos últimos dez anos. Um aspecto notável foi a redução da participação da China nas importações dos EUA, que caiu de 23% em 2017 para apenas 7% no final de 2025, embora parte dessas importações tenha sido redirecionada para outros países. O estudo, no entanto, não encontrou evidências de que as tarifas tenham fortalecido a produção industrial americana, aumentado o emprego no setor ou reduzido o déficit comercial. Além disso, a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump ultrapassou sua autoridade ao impor tarifas a outros países, confirmando que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não permite ao presidente criar tarifas de forma autônoma.
Fonte: G1







