A Polícia Civil de Santa Catarina desencadeou a Operação Dublê nesta quinta-feira, 26, para desmantelar uma organização criminosa que utilizava indevidamente a marca Havan para enganar consumidores. Os golpistas abriram uma conta bancária fraudulenta em uma plataforma de pagamentos utilizando os dados da renomada varejista sem autorização, recebendo cerca de R$ 576 mil em apenas 24 horas, provenientes de vítimas em todo o Brasil. A operação cumpriu cerca de dez mandados de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Valinhos, Caraguatatuba, Ponta Grossa e Viçosa, com o apoio das polícias civis de Paraná, Minas Gerais e São Paulo. O Departamento Estadual de Investigações Criminais identificou sete suspeitos que operavam uma estrutura sofisticada para ocultar o rastro do dinheiro ilícito, utilizando transferências sucessivas entre ‘laranjas’ para reintegrar os valores ao sistema financeiro legal. Luciano Hang, proprietário da Havan, manifestou sua indignação com a situação, afirmando que é inaceitável que tais fraudes ocorram. Ele criticou a postura das redes sociais, especialmente a Meta, por descumprir ordens judiciais que visam barrar conteúdos falsos. Hang garantiu que continuará cobrando medidas da plataforma para proteger a credibilidade da Havan e a segurança dos consumidores. As autoridades alertam a população para desconfiar de propostas que utilizem a imagem da varejista fora de canais oficiais e destacam que os envolvidos poderão ser responsabilizados por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Fonte: Oeste












