Um juiz do tribunal federal de Dallas, nos Estados Unidos, decidiu nesta quinta-feira (26) rejeitar uma ação movida pela rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, que acusava a Federação Mundial de Anunciantes e grandes empresas como Mars, CVS Health e Colgate-Palmolive de um boicote ilegal à plataforma, sob a administração de Elon Musk. A juíza distrital Jane Boyle argumentou que a X não conseguiu demonstrar que havia sofrido prejuízos conforme as leis antitruste norte-americanas. A ação, que foi apresentada em 2024, alegava que os anunciantes, através de uma iniciativa chamada Aliança Global para Mídia Responsável, teriam coletivamente retido bilhões de dólares em receitas publicitárias da plataforma. Nem a X, nem a Federação Mundial de Anunciantes se pronunciaram imediatamente sobre a decisão judicial. No processo, a empresa sustentou que os anunciantes estavam agindo contra seus próprios interesses em uma suposta ação coordenada para prejudicar a X, o que, segundo eles, violaria a legislação de concorrência dos EUA. As empresas réus, incluindo a CVS, negaram qualquer irregularidade e solicitaram o arquivamento do caso, afirmando que as decisões sobre onde investir em publicidade foram tomadas de forma independente. Em documentos apresentados ao tribunal, foi destacado que essas empresas optaram por direcionar seus anúncios para plataformas concorrentes devido a preocupações com a segurança da marca na X, especialmente após a aquisição da rede por Musk em 2022, que resultou em cortes nas equipes responsáveis pela moderação de conteúdo. A juíza Boyle concluiu que “a própria natureza da suposta conspiração não caracteriza violação antitruste” e determinou o arquivamento permanente do processo.
Fonte: G1











